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terça-feira, 1 de novembro de 2011

The Freewheelin' Bob Dylan | Bob Dylan (1963)



Em 1961, Bob Dylan decidiu largar a faculdade e se mudar para New York, onde seu ídolo Woody Guthrie estava internado para se tratar do Mal de Hutington. Nas várias visitas que fez a Guthrie, Dylan conheceu Jack Elliott. Ambos tiveram grande influência em sua música. Nesta mesma época, começou a tocar em alguns clubes do Greenwich Village, e ganhou certa reputação depois que Robert Shelton escreveu uma resenha sobre ele no The New York Times. Chamou a atenção da gravadora Columbia, e em 1962 lançou seu primeiro disco, Bob Dylan, que vendeu apenas 5 mil cópias e fez com que a gravadora quisesse rescindir seu contrato. O produtor John H. Hammond e Johnny Cash - que havia assinado com a Columbia alguns meses antes - lutaram pra que isso não acontecesse, e assim, em 1963, foi lançado o segundo álbum de Bob Dylan, The Freewheelin' Bob Dylan.

O disco mescla canções de amor com uma lírica irônica e um pouco de blues, além de algumas letras com temática política. É neste álbum que está "Blowin' In The Wind", canção que virou o hino de uma geração, que questionava o status quo social e político da época.


O livro diz que:
O álbum sublinha o compromisso de Dylan com as mudanças sociais (a capa mostra Dylan com sua namorada na época, Suze Rotolo, caminhando por Greenwich Village, onde atraiu atenções pela primeira vez como cantor folk). Uma trilogia de músicas do disco - "Blowin' In The Wind", "A Hard Rain's A-Gonna Fall" e "Masters Of War" - parecia englobar o desejo de mudança de toda uma geração. As três permanecem, em muitos aspectos, como as canções mais duradouras de Dylan, regravadas por artistas de todos os gêneros, incluindo o rap, o reggae e o country.




Concluindo
Se eu desse estrelinhas para cada um dos discos que eu tenho que ouvir (pensei nisso, mas achei a ideia meio besta, pra ser sincera), este receberia uma constelação inteira (ok, foi meio brega a frase, eu sei. Mas deu pra vocês terem uma noção do quanto o disco é bom. Ou não?).

Acho que talvez o sucesso do disco se deva muito à canção "Blowin' In The Wind" que, sim, é linda e, sim, marcou toda uma geração que andava às voltas com a Guerra Fria, a Guerra do Vietnã e a segregação racial nos Estados Unidos e, sim, ainda é hino (até hoje!) dos hippies, neo hippies e pseudo hippies por aí. Mas The Freewheelin' Bob Dylan vai muito além disso. Dylan consegue, com maestria, mesclar canções políticas como "Oxford Town" (que fala sobre o ingresso de um negro em uma universidade, até então, para brancos) e "Talking World War III Blues" com lindas canções de amor como "Don't Think Twice, It's Alright" e "Girl From The North Country", sendo esta última uma das músicas mais lindas que eu já ouvi na vida. A voz, o violão e a gaita de Dylan são o suficientes pra fazer de The Freewheelin' Bob Dylan uma verdadeira obra-prima (sei que é muito clichê dizer isso, mas era "obra-prima" ou "the F-word" pra descrever o disco). É um disco que com certeza ainda vou ouvir muito.





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